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sexta-feira, 5 de outubro de 2007

ESPERANÇA DE VIDA

Entre a fila da morte e a esperança de uma vida nova
Dono de uma renovadora de pneus, Wilter Ibiapina levava uma vida normal até descobrir que era portador do vírus da hepatite C, que causa inflamação do fígado. Após a descoberta da doença, o médico de Wilter informou-lhe que a única solução para o seu caso era um transplante. Foram sete meses na fila de espera até o dia que Wilter recebeu um novo fígado. “Nesse momento de turbulências, o mais importante é o apoio da família. Meus amigos me abandonaram. Tive que refazer a minha vida e encontrei no trabalho voluntário um novo sentido para viver”, afirma ele.

Hoje, quatro anos após o transplante, Wilter dedica seu tempo à presidência da Associação Cearense dos Pacientes Hepáticos e Transplantados (ACEPHET). A Associação foi fundada em maio de 2003 e tem por objetivo dar assistência aos pacientes que esperam por transplantes e aos transplantados, além de conscientizar a população sobre a importância da doação de órgãos.

Segundo dados da Central de Transplantes do Ceará, nos últimos anos, caiu o número de doadores de órgãos no Estado. Em 2005, foram realizados 519 transplantes enquanto em 2006 foram 446. De acordo com Wilter Ibiapina, “a conscientização da população cearense ainda é muito pequena”, embora o Estado possua uma das melhores estruturas para transplantes no Brasil. Ele afirma também que as campanhas de mobilização são fracas, não sensibilizando a população.

Algumas famílias não sabem como proceder para a doação de órgãos (caso seja confirmada a morte encefálica, o tempo máximo para que os órgãos sejam encaminhados à doação é de 24 horas), outras só acreditam na morte do ente querido quando o coração pára de bater, o que impossibilita a retirada dos órgãos.

No caso de doação em vida é permitida à pessoa juridicamente capaz dispor gratuitamente de órgãos, tecidos ou parte do corpo vivo para fins de transplante ou fins terapêuticos nos seguintes casos: órgãos duplos, partes de órgãos cuja retirada não impeça o organismo do doador de continuar vivendo sem risco. A retirada post mortem de tecidos, órgãos ou partes do corpo humano deverá ser precedida de diagnóstico de morte encefálica, constatada e registrada por dois médicos não participantes das equipes de remoção e transplante.

Débora Ferreira, 34 anos, estava no último ano do curso de Terapia Ocupacional quando descobriu que tinha encefalopatia, manifestação de doenças no fígado, aonde há um excesso de produtos tóxicos provenientes da alimentação e do próprio fígado. Débora afirma que, mesmo temendo uma rejeição do organismo ao órgão transplantado, agarrou-se à única chance de se manter viva. “Fiquei feliz porque tinha uma opção. Durante os seis meses que fiquei na 'fila da morte' tive acompanhamento semanal e me preparei para o transplante”.

Wilter relata que há poucos casos de rejeição de fígado. No entanto, ele se mostra preocupado com o número de pessoas que morrem na fila. “Em 2006, nós tivemos 55 transplantes de fígados no Ceará, sendo que 39 pessoas morreram enquanto aguardavam. De acordo com a Central de Transplantes do Ceará, o índice de rejeição é maior nos transplantes de rins. “A rejeição crônica no transplante renal é a coisa mais temida pelo nefrologista (médico especialista em doenças do rim). Quando isso ocorre, o rim perde a função ao longo dos anos, e o paciente tem que voltar a fazer diálise”, explica Norma Albuquerque, enfermeira da Central.

Segundo ela, é necessário a criação de políticas públicas com a participação de todas as esferas governamentais e institucionais (Estado, prefeituras, secretarias de saúde, organizações civis e associações) para que se pense uma forma sustentável para os transplantes não só no Ceará, mas no Brasil. Enquanto essas políticas não são criadas, Wilter e Débora, assim como outros transplantados, tentam mostrar aos pacientes que ainda esperam por um órgão que é possível recomeçar.

Centros Transplantadores no Ceará

• Hospital Geral de Fortaleza
• Hospital Universitário Walter Catídio
• Clínica Neuza Rocha
• Instituto dos Cegos
• Hospital de Olhos Leiria de Andrade
• OFTALMED
• Pronto Clínica
• OFTALMOCLÍNICA
• Centro Cearense de Oftalmologia – CCO
• Centro Avançado de Retina e Catarata
• Hospital São Francisco
• Hospital Santo Inácio

Serviço

• Associação Cearense dos Pacientes Hepáticos e Transplantados (ACEPHET) – Telefone: (85) 9943 0460
• Central de Transplantes – Telefone (85) 3101 5238

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

ENTREVISTA COM O EX-GOLEIRO SALVINO




ENTREVISTA - SALVINO DAMIÃO


Salvino Damião Neto nasceu na pequena cidade de Pau dos Ferros, no interior do Rio Grande do Norte, em 1958, ano que o Brasil conquistava o primeiro título mundial de futebol. A sua ligação com o esporte bretão era algo inevitável e aconteceu de forma prematura para os padrões profissionais.

Ruim com a bola nos pés, Salvino percebeu que não teria chances jogando na linha. Resolveu apostar na mais ingrata das posições. Sem medo de bolada - ou de quase nada nessa vida - Salvino foi convocado para ser o goleiro titular da seleção da cidade, Pau dos Ferros, no campeonato estadual de 1972. Detalhe: com apenas 14 anos de idade.

Com a sua valiosa colaboração, Pau dos Ferros chegou à fase final do torneio viajando até a capital para enfrentar os melhores times. Goleiro menos vazado e campeão regional, Salvino foi cobiçado por grandes clubes, que acreditavam no seu futuro profissional. Mas, o Alecrim, de Natal, foi mais rápido e o contratou. Mesmo com a pouca idade, o time potiguar não hesitou e formalizou o primeiro contrato profissional do jogador.

No Alecrim, Salvino só permaneceu durante seis meses, tempo mais do que necessário para um dos maiores clubes da região o descobrir. Em 1973, o Sport de Recife o levou especialmente para as disputas da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Em 74, já era o terceiro goleiro do Sport, com apenas 16 anos. Nos juniores, só voltaria a jogar nas decisões de campeonato contra os rivais Náutico e Santa Cruz. Resultado: foi tricampeão estadual desta forma.

Com 19 anos, e uma experiência considerável, Salvino jogou ainda no Botafogo-PB, Ferroviário-CE, Ceará-CE, ABC-RN, Tiradentes-CE, Maranhão-MA, Icasa-CE, Capela-AL, clube onde encerrou a carreira. No Fortaleza, sua passagem foi histórica, pois ajudou o time a quebrar um jejum de sete anos sem títulos.

A relação de amor com o Fortaleza, que permanece até os dias de hoje, foi fortalecida em 1999, sete anos depois que Salvino encerrou a carreira, por problemas de saúde. Quando descobriu um problema renal, em 92 - jogava no Capela - teve que abandonar o esporte e sua vida quase perdeu o sentido. Passou um ano fazendo hemodiálise e quatro anos deitado numa cama até fazer um transplante. Foi um dos dois escolhidos numa lista com mais de trinta nomes.

Em 1999, foi convidado para ser o preparador de goleiros do Fortaleza, função que mantém até hoje. "Não consigo descrever o dia que voltei a trabalhar com o futebol. Era como se tivesse nascido de novo", afirma Salvino. Com os olhos lacrimejados, ele fala com carinho do Fortaleza: "Hoje é minha segunda casa. Tenho um pedaço do coração aqui dentro".

Salvino é respeitado por todos no Pici pela sua competência e história de vida. Nos últimos anos, grandes nomes passaram por suas mãos e viveram fases especiais com a camisa 1 do Tricolor de Aço: Palmieri, Maizena, Jefferson, Magrão, Bosco, Albérico, dentre outros.

Em entrevista exclusiva ao Site Oficial do Fortaleza, Salvino fala mais da sua carreira, dos momentos felizes e inesquecíveis e da sua fama de indisciplinado, que ele rebate sem pestanejar: "Eu era um vencedor, queria ganhar sempre, honrava a camisa que jogava, mas nunca passei por cima de ninguém". Ele fala também sobre alguns casos curiosos, como o medo de sapo e diz que tudo isso não passa de lenda.

FortalezaEc.Net: Fale um pouco da sua carreira, dos clubes que você atuou e dos seus títulos como jogador.

Salvino: Eu comecei novo, com 14 anos de idade, na seleção de Pau dos Ferros, no interior do Rio Grande do Norte. Em 1972, disputei um campeonato que a gente chamava de Matutão e eu fui um dos destaques. Meu time foi campeão e eu o goleiro menos vazado. O Alecrim de Natal me contratou e me profissionalizou com 14 anos de idade. Seis meses depois, fui seqüestrado pelo Sport, de Recife...

FortalezaEc.Net: Seqüestrado?

Salvino: É, como o Sport não entrou em acordo com o Alecrim, eu fui a força pra Recife. Naquela época o atleta passava seis meses sem atuar e poderia fazer vínculo com outra equipe.

FortalezaEc.Net: E como foi sua passagem no Sport?

Salvino: Em 1973, disputei a Copa São Paulo de Futebol Júnior. Era o terceiro goleiro do profissional e só jogava nos juniores quando era decisão. Eles sempre me colocavam nos clássicos. Fui tricampeão pelos juniores do Sport. Com 19 anos, fui emprestado para o Botafogo-PB. Fiquei quatro anos lá e conquistei o tetracampeonato paraibano. Quando eu saí, o time perdeu o penta. Em 80, joguei no Ferroviário, passei dois anos lá, até chegar ao Fortaleza. O time não conquistava nada tinha sete anos e eu ajudei a quebrar esse jejum. Fui campeão em 86 pelo Ceará e depois fui para o ABC, em 87.

FortalezaEc.Net: Lá em Natal você não jogou muito tempo. Por quê?

Salvino: Eu briguei com um juiz e acabei pegando uma suspensão. Só voltei a jogar em 88, pelo Tiradentes-CE. Conquistamos o segundo turno do campeonato cearense naquele ano. Depois disso, passei ainda pelo Maranhão, voltei a jogar no Fortaleza em 1990 e 1991, quando fui campeão de novo, passei em 92 pelo Icasa e encerrei minha carreira no mesmo ano no Capela-AL.

FortalezaEc.Net: Você decidiu encerrar sua carreira por vontade própria?

Salvino: Não. Eu jogava no Capela-AL e ainda estava num bom nível físico e técnico. Só que aos poucos senti a força diminuindo. As pernas começaram a inchar. Estranhei tudo aquilo, sempre fui muito saudável. O Capela fez todos os exames comigo até que descobriram um problema renal. Os médicos disseram que eu não poderia mais jogar futebol. Foi a pior dor da minha vida (Visivelmente emocionado, Salvino pára de falar por alguns segundos).

FortalezaEc.Net: E como foi conviver com a doença?

Salvino: Eu passei um ano fazendo hemodiálise e quatro anos deitado numa maca. Era só tristeza, o mundo era escuro pra mim. Eu confiava em Deus, e tinha uma esperança: a lista de transplantes. Fiz exames quase todos os dias num período de três meses. Em 1997, eu recebi a notícia que estava numa lista com trinta pessoas. Num primeiro momento, só ficariam quinze, mas apenas duas pessoas fariam o transplante. E eu fui um dos selecionados. Lembro que queria pular muito quando recebi a notícia, era como se tivesse vencido uma decisão de copa do mundo. Foi uma alegria imensa, sentia a vida novamente.

FortalezaEc.Net: Como foi a vida pós-transplante?

Salvino: Quando eu acordei depois do transplante, a primeira pergunta que fiz pra enfermeira foi se estava urinando. Ela disse que durante a noite eu tinha urinado 14 litros. Nunca pensei que fosse ficar tão feliz com uma notícia assim. Ainda tive uma infecção, tomei medicamentos e voltei a viver normalmente depois de um ano de acompanhamento médico.

FortalezaEc.Net: Agora só faltava voltar ao futebol né?

Salvino: Exatamente. Em 99, fui convidado pelo Arnaldo Lira para trabalhar no Fortaleza. Não consigo descrever a alegria de voltar ao futebol. Foi minha vida desde a infância, não sabia fazer outra coisa.

FortalezaEc.Net: De que forma você queria contribuir com o Fortaleza?

Salvino: Quando eu cheguei em 99 o Fortaleza não era campeão havia sete anos. Eu queria passar meus conhecimentos e minha experiência para os goleiros. O primeiro goleiro com quem trabalhei foi o Maizena. Não ganhamos o título naquele ano, mas a base ficou montada para o ano 2000, onde finalmente fomos campeões.

FortalezaEc.Net: Entre 2003 e 2004, você saiu do Fortaleza. Por qual motivo?

Salvino: Eu trabalhei de 1999 até 2003 com todos os treinadores que passaram no Pici. No segundo semestre de 2003, o Márcio Araújo chegou com a comissão técnica completa. Nesse período, fui para o América de Natal com o Ferdinando Teixeira. Foi uma experiência boa conhecer outro clube. Retornei ano passado quando o Mauro Fernandes me convidou para trabalhar com ele. Hoje o Fortaleza é minha segunda casa. Tenho um pedaço do meu coração aqui dentro.

FortalezaEc.Net: Voltando um pouco para a sua carreira como goleiro. Conta-se que quando você atuava no Ferroviário, um goleiro chamado Barbiroto foi contratado e no primeiro treino você ficou amolando uma faca numa das traves. Imediatamente, o Barbiroto foi embora. É verdade?

Salvino: (Risos). Claro que não. O Barbiroto tinha jogado no São Paulo com alguns jogadores que haviam atuado comigo no Botafogo-PB. Vários deles me conheciam. Quando ele chegou no Ferroviário e viu que eu era o goleiro titular, simplesmente preferiu ir embora porque sabia que não ia jogar. Não quis nem disputar a posição porque sabia que ficaria na reserva. Não existiu essa história de faca.

FortalezaEc.Net: Mas medo de sapo você sempre teve né? Tem algumas histórias sobre isso...

Salvino: Também não. A história do sapo nasceu depois de uma decisão de turno na Paraíba. O massagista do Campinense colocou um sapo dentro do gol. A diretoria do Botafogo já sabia que isso ia acontecer e me recomendou chamar o juiz para comunicar o fato. Foi isso que eu fiz. Chamei o árbitro (José Roberto Wright). Daí surgiu a história que eu tinha medo de sapo. Já ouvi tantas histórias sobre isso que até acho engraçado. Mas não são verdadeiras. Eu nasci em beira de lagoa, como posso ter medo de sapo?

FortalezaEc.Net: E sua fama de indisciplinado? As histórias com confusões você não pode negar, são fatos.

Salvino: Não tem porque negar. Eu nunca tive maldade com ninguém. Eu era um vencedor, queria ganhar sempre, honrava a camisa que jogava e às vezes passava do limite, mas nunca quis passar por cima de ninguém. Ganhava dentro de campo, por isso me considero um vencedor na carreira e na vida.

FortalezaEc.Net: Hoje a torcida pode ficar tranqüila com relação ao seu trabalho. O Bosco vive uma excelente fase, o Albérico quando precisou entrou bem...

Salvino: Sem dúvidas. Eles são muito bons, inclusive o Marcelo Cruz que ainda não atuou, mas se precisar está no nível dos outros. Isso é o mais importante.

FortalezaEc.Net: Seu relacionamento com eles é de pai?

Salvino: De irmão. Eu tenho a consciência tranqüila que os goleiros que passaram nas minhas mãos foram bem aqui no Fortaleza. Maizena, Palmieri, Rodrigues, Jefferson, Magrão, Bosco, Albérico. São goleiros de nível. Trabalho dentro de campo, respeito, converso muito com eles, compreendo, passo a minha experiência, enfim, um relacionamento honesto.

FortalezaEc.Net: Quando um goleiro falha num lance, você conversa com ele francamente?

Salvino: Imediatamente. No dia do jogo. Às vezes na saída do campo. Não deixo para o outro dia. Converso sempre, independentemente da atuação. Nunca tive problemas com nenhum goleiro porque sempre fui sincero, joguei aberto.

FortalezaEc.Net: Pra encerrar, diga um momento feliz e outro triste da sua vida?

Salvino: O momento triste foi quando recebi a notícia que não poderia mais jogar futebol. E o momento feliz e inesquecível é o hoje. Sou feliz por estar no Fortaleza, por participar de toda a sua ascensão e pelo clube representar o nordeste na primeira divisão.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

CORAÇÃO

CENTRAIS DE TRANSPLANTES ESTADUAIS

Centrais Estaduais de Transplantes

1 - REGIÃO NORTE

2 - REGIÃO NORDESTE

3 - SUDESTE

4 - SUL

5 - CENTRO OESTE



1- REGIÃO NORTE
Estado Endereço da Central de Transplantes

Acre
(não existente)
Amapá (não existente)
Amazonas

Dr. Noaldo Oliveira Lucena

Rua Camapuã, 108 - Cidade Nova II

CEP: 69097-720 - Manaus - AM

Fone: (92) 645-2323 - ramal 286 - sec. Jolena
Pará

Dr. Fernando Jordão de Souza

Rua Presidente Pernambuco, 489 - Bairro Batista Campos

CEP: 66015-200 - Belém - PA

Fone: (91) 224-8100

Fax: (91) 241-1771

c-eletrônico: cncdo@amazon.com.br centraldetransplante@sespa.pa.gov.br
Rondônia não existente)
Roraima (não existente)
Tocantins (não existente)

2- REGIÃO NORDESTE
Alagoas

Dr. Benício Luiz Bulhões B. de Paula Nuniz

Rua Goiás 800 – Bairro: Farol

CEP: 57050-090 - Maceió - AL

Fone / Fax: (82) 351-6157

e-mail:cbnunes@uol.com.br
Bahia:

Dr. Jorge Luiz Andrade Bastos

Hospital Central Roberto Santos

Estrada do Saboeiro, s/nº - Cabula

CEP: 41180-780 - Salvador – BA

Fone/Fax:(71) 387-3420 e 372-2978

Fone:(71) 372-2978

Página web:www.saude.ba.gov.br/int_util_trans.html

c-eletrônico:cncdos@hgrs.saude.ba.gov.br
Ceará

Drª. Eliana Régia Barbosa de Almeida

Secretaria Estadual de Saúde - Av. Almirante Barroso 600 – Praia de Iracema

CEP: 60060-440 - Fortaleza – CE

Fone:(85) 488-2148

Fone: 0800-851520

Fax:(85) 488-2172

c-eletrônico:cncdo@saude.ce.gov.br
Maranhão

Enfª. Regina de Fátima Almeida Cruz

Hospital Presidente Dutra

Rua Barão de Itapary, 227 – Centro

CEP: 65020-070 - São Luiz – MA

Fone:(98) 219-1093

Fax:(98) 231-1161

c-eletrônico:ctx@huufma.br
Paraíba

Drª Rosângela Medeiros Escorel Almeida

Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena

Rua Orestes Lisboa S/N – Conj. Pedro Gondin

CEP:58033-450 - João Pessoa – PB

Fone:(83) 244-6157

Fax:(83) 244-6192

Página web:www.ctpb.hpg.ig.com.br/index.html

c-eletrônico:transplantepb@ig.com.br
Pernambuco

Dr.Josemberg Marins Campos

Rua Henrique Dias s/nº - Prédio Sede do IPSEP – Derby

CEP: 52010-100 - Recife – PE

Fone: 0800-2812185

Fone:(81) 3421-1311 / 3423-2357

Fax.:(81) 3421-1311

Página web:www.fisepe.pe.gov.br/ctp

c-eletrônico:ctranspl@fisepe.pe.gov.br
Piauí

Drª Maria de Lourdes de Freitas Véras

Rua 1º de Maio s/nº - Hospital Getúlio Vargas - Centro

CEP: 64001-430 - Teresina - Piauí

Fone:(86) 221-7553 / 221-3040 rm.244

c-eletrônico: ctp@transplante.pi.gov.br
Rio Grande do Norte

Drª Francinete Guerra de Morais Pereira

Av. Senador Salgado Filho, s/n

Ed. Pronto Socorro Clovis Sarinho - Bairro: Tirol

CEP: 59015-380 - Natal - RN

Fone: (84) 232-7620

Fone/Fax: (84) 232-7621

c-eletrônico: centraldetransplantesrn@bol.com.br
Sergipe

Drª. Maria do Carmo Wynne Cabral

Hospital João Alves Filho

Av. Tancredo Neves, s/n - Capucho

CEP: 49080-470 - Aracaju – SE

Fone: (79) 259-2899 / 216-2870

Fax.: (79) 259-3491 / 259-3491

Cel. da Central: (79) 9988-0392

c-eletrônico: sescto@prodase.com.br



3- SUDESTE
Espírito Santo

Dr. Nilson Mesquita Filho

Av. Joubert de Barros, 555 – Bairro: Bento Ferreira

CEP: 29050-720 - Vitória - ES

Tel.:(27) 3235-1028

Fax: (27) 3137-2411

c-eletrônico: cap.orgaos@saude.es.gov.br
Minas Gerais

Central Estadual

Dr. João Carlos Oliveira Araújo

Coordenador do MG Transplantes

Secretaria Estadual de Saúde

Avenida Afonso Pena, 2.300 - 12º andar

Bairro: Funcionários

CEP: 30130-007 - Belo Horizonte - MG

Fone: (31) 3261-6570 (SES)

FAX: (31) 3261-5235

Página web: www.saude.mg.gov.br/coord_mg_transplantes.htm

c-eletrônico: dra@saude.mg.gov.br

Centrais Regionais

MG Transplantes / Metropolitana-BH

Aparecida Maria de Paula

Hospital das Clínicas, 1º andar

Avenida Prof. Alfredo Balena, 110 – Bairro: Santa Efigênia

CEP: 30130-100 - Belo Horizonte - MG

Fone: (31) 3274-7181

Disque Central: (31) 1520

FAX: (31) 3213-4327

c-eletrônico: mgtransplantes@saude.mg.gov.br



MG Transplantes / Oeste Central de Uberlândia

Drª Rita de Cássia Pinto

Coordenadora / Diretora Regional de Saúde

Av. Belo Horizonte, 1084 - Bairro: Martins

CEP: 38400-454 - Uberlândia/MG

Fone: (34) 3218-2323 / 3214-4173

Telefax: (34) 3212-1780



MG Transplantes / Zona da Mata

Drª Adriana Almeida Pascini Brega

Coordenadora Regional

Hospital Regional Dr. João Penido / FHEMIG

Av. Juiz de Fora, 2555 - Bairro: Grama

CEP: 36048-000 - Juiz de Fora/MG

Fone: (32) 3222-4701

FAX: (32) 3222-4697

c-eletrônico: txhrjpjf@uol.com.br; hrjpdirecao@uol.com.br



MG Transplantes / Sul

Dr. Lauro Santos

Diretor Regional / Coordenador

Hospital Samuel Libânio

Rua Comendador José Garcia, 777 - Bairro: Centro

CEP: 37550-000 - Pouso Alegre/MG

Fone:(35) 3422-2211

c-eletrônico: cncdosul@saude.mg.gov.br



MG Transplantes / Norte / Nordeste

Drª. Catarina Veloso Abreu

Diretor Regional / Coordenador

Praça Honorato Alves, 22 - Bairro: Centro

CEP:39400-103 - Montes Claros/MG

Fone:(38) 3229-2097 / 3213-3676

FAX:(38) 3221-5935

c-eletrônico: cncdonone@ig.com.br



MG Transplantes / Leste

Drª Sônia Alves Figueiredo Portes

Diretora Regional / Coordenadora

Rua Marechal Floriano, 1289 - Bairro: Centro

CEP: 35010-141 - Governador Valadares/MG

Fone: (33) 3221-6600

FAX: (33) 3221-2560

c-eletrônico: celiofm@uol.com.br

Rio de Janeiro

Dr. Roberto Domingos Gabriel Chabo

Hospital Universitário Pedro Ernesto - 3º andar

Avenida 28 de Setembro, 77 - Bairro: Vila Isabel

CEP: 20551-030 - Rio de Janeiro – RJ

Fone: (21) 2587-6111 / 6830 / 6464 / 6444

Fax: (21) 2587-6830

Página web: www.lampada.uerj.br/transplanterj

c-eletrônico: rj-tx@lampada.uerj.br
São Paulo

Dr. Luiz Augusto Pereira

Secretaria Estadual de Saúde

Av. Dr.Enéas de Carvalho Aguiar, 188 – 9º andar - Cerqueira César

CEP: 05403-020 - São Paulo – SP

Fone: (11) 3064-1649 / 3066-8552 / 3064-1649

Fax: (11) 3083-3942 / 3088-5094

Página web: www.saude.sp.gov.br/html/fr_ctrans.htm

c-eletrônico: ctrans@saude.sp.gov.br



Organizações de Procura de Órgãos - OPO's

OPO/HC

Coordenador: Dr. Milton Glezer

Hospital das Clínicas da Fac. de Medicina de São Paulo - Instituto Central

Av. Dr. Enéias de Carvalho Aguiar, 255 - 5º andar - Sala 5073

Bairro: Cerqueira César

CEP: 05403-000 - São Paulo/SP

Fone/FAX: (11) 3088-7129

c-eletrônico: miltonsglezer@hotmail.com; opo-hc@hotmail.com



OPO/Santa Casa de São Paulo

Coordenador: Dr. Wangles de Vasconcellos Soler

Irmandade da Santa Casa de São Paulo

Rua Dr. Cesário Mota Jr., 112 - Bairro: Santa Cecília

CEP: 01221-020 - São Paulo/SP

Fone: (11) 3226-7270 / FAX: (11) 3226-7183

c-eletrônico: transplante.hepatico@santacasasp.org.br



OPO/Dante Pazzanese

Coordenador: Dr. Jarbas J. Dinkhuysen

Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia

Av. Dante Pazzanese, 500 - Bairro: Ibirapuera

CEP: 04012-180 - São Paulo/SP

Fone: (11) 5085-4015 / FAX: (11) 5571-8601

c-eletrônico: j.dinkhuysen@uol.com.br



OPO/EPM

Coordenador: Dr. José Osmar Medina Pestana

Hospital do Rim - Faculdade Oswaldo Ramos

Rua Borges Lagoa, 960 - 6º andar - Bairro: Vila Clementino

CEP: 04038-002 - São Paulo/SP

Fone/FAX: (11) 5572-8749 / 5573-7404

c-eletrônico: medina@hrim.com.br



OPO/Campinas

Coordenador: Dr. Adriano Fregonesi

Hospital das Clínicas da UNICAMP - Captação de Órgãos - 3º andar

Cidade Universitária Zeferino Vaz - Bairro: Barão Geraldo

CEP: 13083-970 - Campinas/SP

Fone: (19) 3788-8000 / 3788-8003

c-eletrônico: captacao@hc.unicamp.br



OPO/São José do Rio Preto

Coordenador: Dr. Renato Ferreira da Silva

Hospital de Base da Faculdade de Medicina de S.J.do Rio Preto

Avenida Brigadeiro Faria Lima, 5416

CEP: 15090-000 - São José do Rio Preto/SP

Fone:(17) 227-7030 / FAX: (17) 227-7033

c-eletrônico:renatosilva@famerp.br



OPO/Botucatu

Coordenadora: Dra. Maria Fernanda Cordeiro de Carvalho

Hospital de Clínicas da UNESP - Botucatu

Bairro: Rubião Jr. s/n

CEP: 18618-000 - Botucatu/SP

Fone:(14) 3811-6386

c-eletrônico:dcm@fmd.unesp.br



OPO/Sorocaba

Coordenador: Dr. Rogério Carballo Afonso

Conjunto Hospitalar de Sorocaba

Av. Comendador Pereira Inácio, 564

CEP: 18000-000 - Sorocaba/SP

Fone/FAX: (15) 232-4049 ou 3332-9100 rm.9283

c-eletrônico: rpafonso@uol.com.br



OPO/Ribeirão Preto

Coordenador: Dr. Gustavo Ribeiro de Oliveira

Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - 1º andar

Campus Universitário da USP

CEP: 14048-900 - Ribeirão Preto/SP

Fone: (16) 602-2686 / FAX: (16) 633-2189

c-eletrônico: cncdo2@fmrp.usp.br



OPO/Marília

Coordenador:Dr. José Cícero Ghilhen

Rua Aziz Atalah, s/n

CEP: 17519-101 - Marília/SP

Fone: (14) 424-5010 / 424-5610 / 423-8915

c-eletrônico: luis@famema.br



4- SUL
Paraná

Central Estadual

Dra. Arlene Terezinha Cagol Garcia Badoch

Rua Barão do Rio Branco, 465 - 1º andar - Centro

CEP 80010-180 - Curitiba - PR

Fone: (41) 232-5740 / 233-0014

Telefax: (41) 232-9477

Página web: www.saude.pr.gov.br/transplante/

c-eletrônico: sesatran@pr.gov.br



Centrais Regionais

Central Regional de Transplantes Norte / Londrina (CRTN/Londrina)

Enfª Ogle Beatriz Bacchi

Travessa Goiânia, 152 - Sala 316 - 3º Piso

CEP: 86020-120 - Londrina/PR

Fone: (43) 3379-6033

FAX: (43) 3379-6034

c-eletrônico: oglebacchi@hotmail.com

Central Regional de Transplantes Noroeste / Maringá (CRTNO/Maringá)

Enfª. Márcia de Fátima Serra

Rua Demérito, 50

CEP: 87030-090 - Maringá/PR

Fone: (44) 227-3249

FAX: (44) 227-3274

Rio Grande do Sul

Dr. Roberto Schlindwein

Coordenador do Programa de Doação de Órgãos e Transplantes do Rio Grande do Sul

Av. Princesa Isabel 395 - Bairro: Santana

Prédio Inst. Cardiológico

CEP: 90620-001 - Porto Alegre - RS

Fone: (51) 3217-1616

Fone/FAX: (51) 3219-1900

c-eletrônico: centraldetransplantes@saude.rs.gov.br
Santa Catarina

Dr. Ivan Moritz Martins da Silva

Hospital Governador Celso Ramos

Rua Irmã Benwarda 297 – 1º andar – Centro

CEP: 88015-270 - Florianópolis – SC

Fone: (48) 251-7299 / 7000

0800 - 6437474

Fax: (48) 251-7215

c-eletrônico: sctransplantes@yahoo.com.br; sctransplantes@saude.sc.gov.br

5- CENTRO-OESTE
Distrito Federal

Dr. Lúcio Lucas Pereira

Coordenador da Central de Transplantes do Distrito Federal

SHS – Hospital de Base, 3º andar, Edifício Pronto Socorro, sala E 3310

CEP: 70330-150 - Brasília - DF

Fone: (61) 325-5055

Fax: (61) 325-4677

Página web: www.saude.df.gov.br/mostraPagina.asp?codServico=105

c-eletrônico: cncdodf@saude.df.gov.br
Goiás

Dra. Cacilda Pedrosa de Oliveira

Hospital Geral de Goiânia – 5º andar

Av. Anhanguera, 6.479 – Setor Oeste

CEP: 74043-011 - Goiânia – GO

Fone / Fax: (62) 225-3595 / 221-6116

Cel. Central plantonista: (62) 9614-7990

c-eletrônico: central@transplantes.go.gov.br

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Mato Grosso

Valéria Aparecida Nogueira

Rua Major Dama, 714 - Bairro: Porto

CEP: 78020-170 - Cuiabá – MT

Fone: (65) 623-9004

Fax: (65) 623-9188

Página web: www.saude.mt.gov.br/hp_padrao.asp?secao=36

c-eletrônico: transplantes@saude.mt.gov.br
Mato Grosso do Sul

Claire Carmem Miozzo

Hospital Santa Casa

Rua Eduardo Santos Pereira, 88 – 5º andar – Ala "A" - Bairro: Centro

CEP: 79002-250 - Campo Grande - MS

Fone: (67) 321-8877

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DOENÇAS RENAIS NO PAÍS

SEMANA INTERNACIONAL DO RIM (12/3/2007)
País registra epidemia de doenças renais
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Presidente da sociedade de Nefrologia no Ceará, Sônia Holanda, recomenda check-up anual (Foto: João Luís)


Entendo que a campanha é positiva, realiza um papel importante de divulgação e esclarecimento. - Ronnayra Pereira Lima, 18 ANOS, Estudante


Tenho um irmão com 66 anos e somente agora ele veio descobrir que era doente renal crônico. - Zenaide Vieira do Nascimento, 61 ANOS, Professora


Eu temo pela doença renal, porque sei o grau de sofrimento que causa às pessoas, quando estão na fase crônica. - Geyse Martins, 21 ANOS, Professora
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(25/9/2007) - Ceará receberá R$ 214 milhõesPacientes renais crônicos estão tardiamente descobrindo a doença, revela Semana Internacional do Rim

A taxa de mortalidade de pacientes em diálise é de 50% em cinco anos. Além disso, o tratamento para pacientes renais crônicos tem crescido cerca de 10% ao ano, sendo que 40% dos doentes renais em todo o País estão na fila de espera para a realização de transplantes.

Com esses dados, a Sociedade Brasileira de Nefrologia, regional do Ceará, chama a atenção para a prevenção da doença renal, especialmente para a execução de políticas públicas que possam possibilitar o diagnóstico na fase primária.

Os números apontam para uma epidemia da doença no Brasil, acarretando sofrimentos para as pessoas e crescentes e altos custos no atendimento de parte da demanda.

Prevenção

Foi com esse objetivo que se encerrou, no sábado passado, a Semana Internacional do Rim, numa iniciativa da entidade no Ceará, levando estudantes de Medicina, das quatro universidades cearenses (Universidade Federal do Ceará, Universidade de Fortaleza, Christus e Universidade Estadual do Ceará) para um contato com o público, prestando serviços de saúde e falando sobre a enfermidade, principalmente sobre os riscos e a prevenção.

Além da distribuição de material de informação sobre a patologia e as formas de prevenção, houve também a medição de pressão, peso e altura.

A presidente da Sociedade no Ceará, Sônia Holanda, explicou que a iniciativa consistiu em levar os estudantes e material de divulgação para diferentes pontos de reunião de pessoas, na perspectiva de se formar uma consciência abrangente sobre os perigos causados pela doença renal.

Com isso, foram feitos postos de atendimento de divulgação em terminais de ônibus, na Praça do Ferreira, na Colônia de Pescadores Z-8, e, se encerrando, no North Shopping.

“Estima-se que no Brasil, mais de dois milhões de pessoas estão acometidas de doença renal crônica, sendo que 60% não têm conhecimento da enfermidade. Isso acontece, porque os sintomas se manifestam muito tardiamente”, explicou Sônia Holanda.

A presidente Sociedade Brasileira de Nefrologia no Ceará, lembra que quando o paciente toma conta do quadro de sintomas, já se encontra numa fase de necessidade de tratamento de diálise ou até mesmo de transplantes.

“Nesta campanha, queremos mostrar à população a importância de se fazer anualmente exames que revelam o grau de função dos rins, como os de creatinina e sumário de urina, principalmente para aqueles que pertencem aos grupos de riscos, tais como hipertensos, diabéticos, obesos com mais de 60 anos e crianças com menos de cinco anos”, acrescentou.

Sônia Holanda lembra que é importante para quem pertence a grupo de risco fazer o check-up anual e, sobretudo, procurando o especialista médico, que é o nefrologista.

A doença renal crônica pode causar aumento da pressão arterial, anemia e danos nos nervos, doença cardiovascular (infarto, derrame ou má circulação nas pernas, enfraquecimento dos ossos, perda progressiva e irreversível da função renal e morte.

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia, há uma oferta de especialistas dessa doença que poderiam estar atendendo um número muito maior de pacientes, equilibrando, assim, melhor a relação entre a oferta de profissionais e a demanda.

ANÁLISE

Conhecer todo o histórico de doenças da família;
Realizar avaliação médica anual, principalmente após os 40 anos de idade;
Seguir uma dieta balanceada e controlar o peso;
Fazer exercícios físicos de modo regular;
Não fumar;
Se ingerir bebidas alcoólicas, fazê-lo com moderação;
Monitorar os níveis de colesterol;
Evitar o uso de medicações sem orientação médica;
Fazer

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

TRANSPLANTE

Estado convoca médicos: meta é ter equipe de transplantes de rim
Geral - , 09/02/07 16:46



A Central Estadual de Transplantes (CET), está comunicando aos médicos, que queiram realizar o serviço de transplante de rim, para enviar ao CET a documentação necessária para a regulamentação. O objetivo do registro é formar equipes capacitadas e iniciar a realização dos transplantes. Atualmente o Estado possuiu 198 pacientes que precisam de transplante renal.


“O credenciamento da central junto ao Ministério da Saúde, que ocorreu em julho de 2006, foi o primeiro passo para realização dos transplantes. A segunda etapa é a regularização dos interessados, pois os serviços serão realizados de forma terceirizada. O CET já enviou ofícios comunicando os profissionais para a necessidade da habilitação para o trabalho”, explicou Inês Motta, coordenadora da central estadual.


Para o credenciamento junto ao CET, os médicos precisam entregar documentação específica. Diploma, certificado de especialização, certidão negativa de infrações éticas e documentos pessoais. Os profissionais também serão regulamentados junto ao Ministério da Saúde.


A CET mantém informações e registros de pacientes e doadores. A central é parte do Sistema Nacional de Transplantes, agilizando assim o acesso dos usuários que aguardam o tratamento. A central, também foi autorizada pelo MS para realizar transplantes de córnea em regime de urgência. Uma parceria entre o Governo de Rondônia e o Lions Clube de Porto Velho implantará um Banco de Olhos na Capital. A entidade comprará os equipamentos e o Estado cederá profissionais e espaço físico.

O QUE É UM TRANSPLANTE

Saiba o que acontece antes, durante e depois de um transplante.




Um transplante (ou transplantação) é a transferência de células, tecidos ou órgãos vivos de uma pessoa (o dador) para outra (o receptor) ou de uma parte do corpo para outra (por exemplo, os enxertos de pele) com a finalidade de restabelecer uma função perdida.

O transplante pode trazer enormes benefícios às pessoas afectadas por doenças que, de outro modo, seriam incuráveis.

O transplante de outros órgãos pressupõe geralmente encontrar um dador compatível, bem como aceitar os riscos que implica submeter-se a uma grande cirurgia, utilizar poderosos fármacos imunossupressores, enfrentar uma possível rejeição do órgão transplantado e ultrapassar complicações graves ou inclusive a morte. De qualquer modo, nos casos de pessoas cujos órgãos vitais (como o coração, os pulmões, o fígado ou a medula óssea) deixaram de funcionar correctamente e é impossível que recuperem o seu funcionamento normal, o transplante de um órgão são pode oferecer-lhes a única possibilidade de sobrevivência.


De onde provêm os órgãos doados?
Os tecidos ou órgãos doados podem provir de uma pessoa viva ou então de alguém que acabou de morrer. É preferível contar com tecidos e órgãos de um dador vivo, porque as possibilidades de que sejam transplantados com sucesso são maiores. No entanto, órgãos como o coração, os pulmões e os componentes do olho (a córnea e o cristalino) só podem provir de alguém que tenha morrido recentemente, em regra devido mais a um acidente do que a uma doença.

Em alguns casos, várias pessoas podem beneficiar do transplante de órgãos provenientes de um único cadáver. Por exemplo, teoricamente um dador poderia fornecer córneas para duas pessoas, rins para outras duas, um fígado para um doente, pulmões para dois e ainda um coração para outra pessoa.


Como se inicia o processo de transplante?
O processo normal para um transplante é iniciado por um médico que em consulta com o doente lhe indica o diagnóstico e a terapia mais adequada que neste caso poderá passar por um transplante.

O doente terá sempre o direito de escolha entre fazer ou não fazer um transplante depois de devidamente informado pelo médico.


Quem paga o transplante?
Os custos deste processo são assegurados pelo sistema de saúde ao qual a pessoa pertence.

Uma vez demonstrada a vontade de realizar o transplante, o médico inscreve o doente numa lista de espera, depois de reunir informações de compatibilidade através de análises de sangue e de tecidos. As informações do candidato a transplante ficam guardadas devendo este aguardar pela disponibilidade de um dador compatível.


Qual é o período de espera?
O período de espera é variável e geralmente um pouco demorado tendo em conta a pouca disponibilidade de órgãos para transplante. Quando um órgão fica disponível, o doente é contactado para que num espaço de tempo muito reduzido a intervenção se realize. Os órgãos regra geral não sobrevivem muito tempo fora do corpo humano pelo que se um doente não estiver contactável perde a vez para outro.


O que acontece depois do transplante?
Depois do transplante efectuam-se consultas de acompanhamento periódicas.

Muito embora a compatibilidade entre dador e receptor seja testada antes de um transplante, a prescrição de medicamentos imunossupressores é obrigatória de forma permanente, excepto nos transplantes de medula óssea.

Em casos de rejeição, poderá ser oferecido ao doente um novo transplante.

Aristeu Filho, suas netas Bianca, Talita e esposa Lúcia


ARISTEU ALVES FILHO, COMEMOROU SEUS 10 ANOS DE TRANSPLANTADO RENAL, SUA ESPOSA FOI A DOADORA.